Práticas e Espaços de Comunicação na escola

"A diferença não é aquilo que mascara o conflito: ela se conquista sobre o conflito, ela está para além e ao lado dele. (Roland Barthes)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011


UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA – UNIR
PROGPROGRAMA ESCOLA DE GESTORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU EM COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
ProfessoraPesquisador: Ednéia Maria Azevedo Machado
Sala Ambiente: Aprendizagem Escolar e Trabalho Pedagógico.
Atividade/Unidade: Atividade 12.
Título da Atividade: Relatório sobre sessão de estudos
Cursista/cidade/polo: José Silva do Nascimento/Ariquemes.

Durante os estudos realizados através do cronograma estabelecido e planejado, pudemos analisar quão importante termos em nossas escolas este momento de aprendizagem coletiva. É importante salientar que este momento de estudo já é estabelecido em nosso Plano de Carreira Cargos e Salários – PCCS. O estudo em grupo facilita e enriquece a pluralidade de ideias e conhecimentos, a heterogeneidade de pensamentos torna importante neste momento. A diversidade cultural é um instrumento essencial para o crescimento de um povo e sua relação com a sociedade que está inserida.
Na sessão de estudos com os professores esta discussão foi bastante rica, uma vez que todos puderam avaliar o processo de ensino aprendizagem, analisar quais procedimentos didáticos venho realizando em sala de aula com os alunos, seja, criança, jovem ou adulto. Ao estudarmos os vídeos disponíveis nesta disciplina ficou a sensação de que precisamos melhorar a cada dia nossa relação com nossos estudantes, afinal, o processo ensino aprendizagem do século XXI é extremamente democrático, ou pelo menos deve ser.
Ao assistir o vídeo “a pipa”, ficou evidente que em todos os momentos a professora se preocupava com a participação dos alunos, estabelecendo uma relação de conhecimentos equânimes, portanto, uma relação fraternal onde as experiências sejam significativas a todos, enfim, uma construção de conhecimentos baseados na teórica e prática onde o saber empírico exerce um importante instrumento de conhecimento e prática de aprendizagem.
A participação da comunidade na escola é outra dinâmica que não pode ser ignorada, são atores importantes nesta rede de aprender e ensinar, “a presença daquele senhor ensinando todas as técnicas e procedimento na fabricação de pipas foi fundamental para o entendimento da professora e principalmente das meninas que não tem muita habilidade com este brinquedo”. Argumenta uma professora no momento de discussão do referido vídeo.
É importante que nós educadores entendamos que a aprendizagem ocorra nas diferentes fases da vida, em diferentes contextos, classes sociais, é necessário, portanto, um respeito mútuo entre educadores e educandos.
Ao estudar sobre a temática, “a perspectiva dos ciclos de vida: infância e vida adulta como categorias histórico-culturais e seus aspectos contemporâneos”, os professores fizeram uma analogia entre a infância e a fase adulta interpretando os reais motivos da Educação de Jovens e Adultos – EJA, onde precisa ser analisada com mais critérios, isto ficou bastante evidente no vídeo “adultos”. Nesta reflexão a prática se torna um fator aliado à experiência de vida que têm estes estudantes adultos.
Neste vídeo os professores fizeram um feedback em toda a história do Brasil, onde surgiu uma discussão bastante intensa sobre o “por-quê” “um país com mais de 500 anos ainda têm mais de 10 milhões de analfabetos acima de 15 anos, será que a educação realmente tem o merecido valor em nosso país?”, enfatizou uma professora que leciona nesta modalidade de ensino.
A intenção deste momento de estudo foi aprofundar a prática vivenciada em sala de aula, estabelecer uma relação com os vídeos apresentados. Outra importância deste contexto é comparar como os alunos aprendem melhor, ou seja, através do sistema tradicional, ou conciliando o interior da escola com a prática externa da sociedade que os mesmos relacionam.
Este momento de estudo foi muito positivo para todos nós, pois tivemos a oportunidade de refletir sobre nossa prática como mediadores de conhecimentos, como sugestão os professores afirmaram que estes momentos de estudos precisam ser uma rotina na escola, pois é um momento de troca de ideias e experiências que contribuirão para o sucesso de todos. Mesmo estando no final de ano percebe-se que este momento foi importante para mudanças de alguns paradigmas ainda persistentes em nossa educação.

Um comentário:

  1. Oi José, concordo plenamente quanto à necessidade de realizarmos na escola esses momentos de estudo coletivo, debatendo as dificuldades da escola e propondo alternativas para resolvê-las, dentro daquilo que é viável e possível em cada realidade escolar. Entretanto, ainda temos algumas dificuldades em fazê-lo de forma plena, conforme descrito no PCCS, seja na rede municipal ou estadual. Uma vez que a maioria dos professores trabalham 03 turnos (municipio e estado), dificultando, assim, o estabelecimento de grupos de estudo geral ou por área de estudo. Pois, segundo o mesmo PCCS, esse horário de estudo deve ser incluído na carga horária semanal do professor, e não em período alternativo, no caso do sábado letivo. Seria importante um debate coletivo entre gestores, coordenadores e professores no sentido de encontrar uma forma de trabalhar esse momento de planejamento e estudos coletivos de forma significativa. Percebe-se que o momento destinado ao planejamento e estudo na escola, não raro, reverte-se em palnejamento "em casa" ou de forma fragmentada por professor ou, no máximo, por área de estudo. Sendo o memento coletivo realizado em momentos esporádicos (bimestral ou semestral) e no inicio do ano na chamada "semana pedagógica", no caso da rede estadual. Nesse sentido, gostaria de compartilhar com você que está atuando diretamente na rede municipal, como e quando são desenvolvidas as atividades de planejamento e estudo coletivo nas escolas municipais.

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